sábado, 15 de março de 2014

    Paulina Chiziane 

                        Resumo Da Historia Ventos do Apocalipse

O presente ensaio aborda a narrativa Ventos do apocalipse, da escritora Paulina
Chiziane, considerada a primeira romancista de Moçambique. O texto enfatiza o
questionamento das tradições, das diferenças culturais e de gênero, associadas aos
valores disseminados pela modernidade ocidental. Tal questão é permeada de
contradições e críticas, evidenciando os dissabores da nação africana. Um dos efeitos
dos conflitos nacionais é a guerra.



Grupo; Afro Desendentes (Paula, Juliana, Daiane, Sabrina e Carlos).Paula Hortencia .

quarta-feira, 12 de março de 2014

animais africanos

link:http://www.youtube.com
GRUPO: Afro-decendentes
Beatriz Fonseca Rocha .

contos africanos

                                o sahuli      

Era uma vez um homem que se chamava Sahúli. Era cego e tinha dois filhos que se dedicavam à caça e andavam com uma espingarda.

Um dia, os filhos foram caçar para a região deserta e levaram o pai, para que guardasse a carne. Quando chegaram, montaram o acampamento e partiram para a caça.

O pai ficou sozinho e começou a ouvir atrás de si: nji!nji! Eram passos de uma pessoa. E Sahúli disse:
- Sê benvindo, amigo!
O que tinha chegado, respondeu:
- Obrigado, amigo! E perguntou a Sahúli:
- Ó amigo! De que é que sofres? Estás cego dos olhos ou do coração?
Sahúli respondeu: - Os olhos estão cegos! O coração, cá dentro, está são!
O outro voltou-se: - Então diz: "Claridade"!

Quando Sahúli disse claridade, os seus olhos abriram-se e viu o homem sentado à sua beira. Sahúli preparou um pouco de tabaco, acendeu-o e deu-o ao amigo. Depois, os dois começaram a arrumar o acampamento: foram à lenha, foram à água, varreram, fizeram comida. E tudo ficou em ordem. Por fim, aquele que tinha vindo, disse: - Ó amigo! Estás cego dos olhos ou do coração?

Sahúli respondeu: - Estou cego dos olhos. Então, diz "Escuridão"! Disse o amigo. E Sahúli disse escuridão e deixou logo de ver. Quando os filhos chegaram ao acampamento ficaram muito admirados e perguntaram: - Quem arrumou tudo isto? Sahúli contou-lhe o que se tinha passado, que tinha recuperado a vista por instantes. Os filhos disseram-lhe então: - Se esse amigo voltar, quando ele te pedir para dizeres escuridão, tu não dizes e em vez disso, vais dizer claridade. E vamos ver o que acontece! Fez-se noite e eles deitaram-se. E de manhã lá foram para a floresta caçar. O pai, mais uma vez, ficou no acampamento até que voltou a ouvir: nji!nji! Sahúli disse-lhe: - Sê bem vindo, amigo. O outro responde-lhe: - Obrigado amigo! E perguntou-lhe: - Ó amigo! De que sofres? Dos olhos ou do coração? Sahúli disse: - Estou cego dos olhos! E o amigo pede-lhe para ele dizer " Claridade".

Sahúli, mais uma vez, disse a palavra e os seus olhos abriram-se. Sahúli preparou novamente um pouco de tabaco, acendeu-o e ofereceu-lho. Depois de o terem fumado, começaram a fazer o trabalho deles.

Sahúli não se tinha esquecido do conselho dos filhos. Tirou comida e ofereceu-a ao amigo. E tudo correu bem até ao fim. Até que o outro se preparava para ir embora e perguntou a Sahúli:
- Ó Sahúli! Estás cego dos olhos ou do coração?! Ele respondeu dizendo:
- Os olhos estão cegos! O coração está são! E o outro:
- Ora diz "Escuridão"! Mas, Sahúli, lembrando-se do que os seus filhos lhe tinham dito, respondeu:
- "Claridade". E eis que ele continuou a ver! O amigo pegou numa mezinha que trazia consigo, aplicou-a nos olhos do Sahúli e eles ficarão sãos.

Despediram-se, fizeram cargas de carne para o outro e ele partiu. Quando os filhos voltaram, ficaram muito alegres por verem que o pai tinha recuperado a vista. Deixaram o acampamento e foram para a aldeia, onde os receberam com muitas palmas.

grupo:orix   site:cia dos jovens griot's

contos africanos


           o leopardo     

Um dia, o leopardo Nebr teve fome e logo tratou de arranjar maneira de encontrar comida, da forma mais fácil.

Pediu ao seu filho Shabeel, que espalhasse pelas redondezas que, ele, a Sua Alteza, o Rei da Floresta, se encontrava muito doente. Assim foi feito! Um pouco por todo o lado se começou a ouvir o seguinte anúncio:

O leopardo Nebr, nosso chefe, está a morrer.
Todos os animais devem vir visitá-lo.

Pouco a pouco, alguns animais começaram a chegar a casa de Nebr, que ao pressenti-los, deitou-se, fechou os olhos e fingiu-se de morto. Não demorou muito, para que novos cânticos começassem a circular:

O nosso Rei morreu, morreu.
Que tristeza a nossa!

Depois de Shabeel ter trancado as portas, Nebr levantou-se de repente e matou todos quantos se encontravam na sua casa; comendo uns e guardando outros, para mais tarde se refastelar.

Passado mais algum tempo, chegaram outros animais, para prestar as suas condolências. Entre eles, vinha a gazela, acompanhada do porco-espinho. Desconfiada, reuniu todos os presentes e contou-lhes das suspeitas que tinha sobre estarem a cair numa armadilha do leopardo. Como forma de precaução, decidiram procurar um lugar para se esconderem, caso fosse necessário. Todavia, só o porco-espinho é que não conseguiu encontrar um esconderijo.

É então, que a gazela, espreitando para dentro da casa de Nebr, teve a seguinte ideia:

-Porco-espinho, tu vais devagarinho esconder-te naquele buraco que está perto do leopardo. Depois, cravas-lhe no corpo um dos teus espinhos mais fortes e quando vires que as coisas estão mal paradas, escondes-te, que nós fazemos o mesmo.

Assim foi! O porco-espinho dirigiu-se para junto de Nebr, o qual continuava a fingir estar morto. Primeiro, espetou os espinhos devagarinho e nada aconteceu.

O leopardo estava mesmo morto!

Depois, decidiu cravar com mais força. Foi, então que , Nebr, não conseguindo aguentar as dores por mais tempo, se levantou e começou a correr atrás do seu agressor.

Todos se esconderam, enquanto o leopardo ficava cada vez mais furioso. Face a esta situação, a gazela cantarolou:

O leopardo é o Rei da Floresta pela sua força, mas não pela esperteza.

e os outros animais repetiram em coro:

Devemos a vida à pequena e esperta gazela.

A ela devemos a vida!


grupo:orix    site:cia dos jovens griot's

Bibliografia de Dina Salustio-Guepardo

DINA SALÚSTIO

Escritora e poetisa cabo-verdiana nascida em 1941, em Santo Antão, em Cabo Verde, com o nome de Bernardina Oliveira.
Publicou em 1994 uma coletânea de 35 contos, Mornas Eram as Noites, que lhe valeu a obtenção do Prémio de Literatura Infantilde Cabo Verde.
A Louca de Serrano assinalou a sua estreia no romance, em 1998.
Dina Salústio foi uma das fundadoras da Associação dos Escritores Cabo-verdianos, assim como de diversas publicações literárias. 
Paralelamente à sua atividade de escritora, foi professora, assistente social e jornalista em Cabo Verde, assim como em Portugal em Angola. Dirigiu também um programa de rádio dedicado a assuntos educativos e foi produtora de rádio.
Trabalhou ainda para o Ministério dos Assuntos Exteriores de Cabo Verde.

                                Guepardo

Nome:Erick Moreira


contos africanos

           a lenda do tambor africano
                          
Dizem na Guiné que a primeira viagem à Lua foi feita pelo Macaquinho de nariz branco. Segundo dizem, certo dia, os macaquinhos de nariz branco resolveram fazer uma viagem à Lua a fim de traze-la para a Terra. Após tanto tentar subir, sem nenhum sucesso, um deles, dizem que o menor, teve a idéia de subirem uns por cima dos outros, até que um deles conseguiu chegar à Lua.

Porém, a pilha de macacos desmoronou e todos caíram, menos o menor, que ficou pendurado na Lua. Esta lhe deu a mão e o ajudou a subir. A Lua gostou tanto dele que lhe ofereceu, como regalo, um tamborinho. O macaquinho foi ficando por lá, até que começou a sentir saudades de casa e resolveu pedir à Lua que o deixasse voltar.

A Lua o amarrou ao tamborinho para descê-lo pela corda, pedindo a ele que não tocasse antes de chegar à Terra e, assim que chegasse, tocasse bem forte para que ela cortasse o fio.
O Macaquinho foi descendo feliz da vida, mas na metade do caminho, não resistiu e tocou o tamborinho. Ao ouvir o som do tambor a Lua pensou que o Macaquinho houvesse chegado à Terra e cortou a corda. O Macaquinho caiu e, antes de morrer, ainda pode dizer a uma moça que o encontrou, que aquilo que ele tinha era um tamborinho, que deveria ser entregue aos homens do seu país. A moça foi logo contar a todos sobre o ocorrido.
Vieram pessoas de todo o país e, naquela terra africana, ouviam-se os primeiros sons de tambor.           grupo:orix/publicação:ayrton